Quando Carlos Antônio Vieira Fernandes, presidente da Caixa Econômica Federal anunciou, nesta sexta‑feira, 10 de outubro de 2025, o retorno ao financiamento de até 80 % do valor de imóveis residenciais, o Brasil deu mais um passo rumo à redução do déficit habitacional, parte do amplo pacote habitacional apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O anúncio foi feito em Incorpora 2025São Paulo, evento que reúne incorporadoras, bancos e autoridades para debater o futuro do mercado imobiliário.
Contexto histórico e a mudança de regras
Desde novembro de 2024, o teto de financiamento estava limitado a 70 % do valor do bem, medida adotada para conter riscos ao Sistema Financeiro de Habitação (SFH). A nova regra devolve o patamar de 80 % para contratos firmados sob o Sistema de Amortização Constante (SAC), enquanto a modalidade Price permanece com o limite de 70 %.
Segundo Inês Magalhães, vice‑presidente de Habitação da Caixa, a diferenciação visa estimular a escolha pelo SAC, que diminui o valor das parcelas ao longo do tempo, aliviando a pressão sobre as famílias de renda média.
Detalhes do novo programa habitacional
- Financiamento: até 80 % do valor do imóvel para SAC, 70 % para Price.
- Teto máximo de imóvel: de R$ 1,5 mi passa para R$ 2,25 mi – aumento de 50 %.
- Taxa de juros: teto de 12 % ao ano dentro do SFH.
- Recursos adicionais: R$ 52,4 bi, dos quais R$ 36,9 bi disponíveis imediatamente.
- Uso da poupança: reformulação do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) para direcionar recursos mais baratos ao crédito habitacional.
O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, projetou que a Caixa financiará cerca de 80 mil unidades por ano, totalizando 80 mil novas habitações até 2026.
Reações de autoridades e especialistas
Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, ressaltou que o aporte "maximiza a utilização de recursos escassos, gera emprego e reduz o déficit habitacional".
Dados do Banco Central do Brasil confirmam o aumento da capacidade de crédito habitacional, passando de R$ 228 bi para quase R$ 280 bi com a nova política.
Impactos econômicos e sociais
Para a classe média, o maior teto e o financiamento de 80 % significam a possibilidade de comprar um apartamento de até R$ 2,25 mi com entrada menor que 20 % do valor. Isso pode impulsionar a demanda por imóveis novos, estimulando o setor de construção civil – um dos pilares da geração de empregos no país.
Além disso, a reforma do SBPE permite que instituições que captem R$ 1 mi na poupança redirecionem tudo para SFH, mantendo a taxa de juros controlada. A medida cria um incentivo estrutural para que bancos aumentem a oferta de crédito imobiliário com risco mitigado.
Próximos passos e cronograma de implementação
O programa entra em fase piloto ainda em 2025, com metas graduais até o início de 2027, quando se espera que 80 % dos financiamentos habitacionais estejam operando sob as regras do SFH. A Caixa já iniciou a captação de recursos e planeja lançar uma plataforma digital para facilitar a contratação por famílias que ainda não têm conta bancária.
Se tudo correr como previsto, a expectativa é que, até 2030, o número de unidades habitacionais financiadas ultrapasse 500 mil, contribuindo para a meta nacional de reduzir o déficit habitacional para menos de 3 % da demanda total.
Perguntas Frequentes
Como o novo limite de 80 % afeta as famílias de classe média?
Com o limite de 80 % e o teto de R$ 2,25 mi, uma família que pretende adquirir um imóvel de R$ 1,8 mi precisará pagar apenas R$ 360 mil de entrada, facilitando a compra e reduzindo a necessidade de financiamentos complementares.
Qual a diferença prática entre os sistemas SAC e Price?
No SAC, as parcelas começam mais altas e diminuem ao longo do tempo, o que reduz o valor total pago em juros. No Price, as prestações são fixas, mas o limite de financiamento permanece em 70 % para evitar que o saldo devedor cresça excessivamente.
Quando o programa estará totalmente operacional?
A implementação será gradativa a partir de 2025, com a meta de plena operação em janeiro de 2027, quando 80 % dos financiamentos habitacionais deverão obedecer às novas regras do SFH.
Quais são os impactos esperados para o setor de construção civil?
O aumento do teto de crédito e a maior disponibilidade de recursos devem acelerar a demanda por lançamentos de alto padrão, gerando cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos até 2028, segundo projeções do Ministério da Fazenda.
Como a reforma do SBPE beneficia os bancos?
Ao direcionar recursos da poupança para o SFH, os bancos podem aplicar o mesmo dinheiro a custos menores, aumentando sua margem de lucro e ao mesmo tempo atendendo a políticas públicas de habitação.
Essa mudança do SAC pra 80% é mais do que um ajuste técnico - é um sinal de que o governo finalmente entendeu que habitação não é mercadoria, é direito. O SAC, apesar de parecer mais pesado no início, é o único que te protege da armadilha da dívida eterna. Muita gente acha que parcela fixa é melhor, mas só quem já pagou 20 anos de Price sabe o quanto o juros te engole.
Isso aqui não é só sobre imóvel. É sobre dignidade. E isso merece mais que um anúncio em evento. Precisa de escolas, transporte, saneamento junto. Mas já é um começo.
Essa política é pura ilusão neoliberal disfarçada de assistencialismo. O teto de R$ 2,25 mi é um convite para a especulação imobiliária disfarçada de habitação popular. A Caixa tá financiando condomínios de luxo com dinheiro público enquanto favelas crescem em ritmo exponencial. O SAC? Só serve pra quem já tem renda declarada e CPF limpo. Quem vive de bico? Se fode. E o SBPE? É só um mecanismo pra transferir risco do setor privado pro contribuinte. Mais do mesmo.
Vi isso e fiquei pensando: e as famílias que moram em áreas de risco? O financiamento é bom, mas se o terreno é instável, o imóvel não dura 10 anos. E se a infraestrutura não vem junto? Acho que o foco tá errado. Não adianta financiar mais casa se não tem luz, esgoto, calçada. A gente precisa de políticas integradas - habitação + urbanismo + segurança. A Caixa pode fazer sua parte, mas não pode ser a única responsável por resolver o que o poder público deixou de fazer por décadas.
Os dados apresentados indicam uma expansão significativa da capacidade de crédito habitacional, passando de R$ 228 bilhões para R$ 280 bilhões, o que representa um aumento de aproximadamente 22,8%. A diferenciação entre os sistemas SAC e Price é tecnicamente justificável, dado que o SAC reduz o custo total do financiamento ao longo do prazo. A reformulação do SBPE, por sua vez, otimiza a alocação de recursos de poupança, alinhando-se aos objetivos de estabilidade macroeconômica e inclusão habitacional. A meta de 500 mil unidades até 2030 é ambiciosa, mas viável, desde que haja monitoramento rigoroso da qualidade construtiva e da eficiência da execução.
ISSO É O QUE A GENTE ESPERAVA DESDE 2018! POR QUE DEMOROU TANTO? AGORA VAI TER CASA PRA TODO MUNDO! E NÃO VOU TOLERAR NINGUÉM DIZENDO QUE É MUITO DINHEIRO - SE A GENTE GASTA R$ 100 BI COM CORRUPÇÃO TODO ANO, PRA QUE NÃO GASTAR 52 BI PRA DAR CASA PRA 80 MIL FAMÍLIAS? VOCÊS QUE NÃO APOIAM SÃO OS MESMOS QUE QUEREM CORTAR BOLSA FAMÍLIA! A HABITAÇÃO É DIREITO, NÃO PRIVILÉGIO! #HABITAÇÃOJÁ #CAIXAÉNOSSA
80%? Tá brincando? Essa é a mesma política que explodiu o mercado em 2010 e virou crise em 2015. O povo vai pegar o financiamento, depois não aguenta o juro e vira inadimplente. E aí? A Caixa vai tomar o imóvel e vender pra investidor estrangeiro por metade do preço. O que é isso? Um programa habitacional ou um fundo de investimento disfarçado? A gente tá sendo usado. O SAC? Só muda o jeito de te enganar. O preço real do imóvel vai subir 30% só por causa disso. E o governo ainda vai comemorar. Tudo bem, eu avisei. Aí depois vem a culpa no pobre. O povo é o coelho da experiência.
Se você tá com dificuldade pra comprar casa, isso aqui é bom. Mas lembra de olhar onde é o imóvel. Tem gente que pega financiamento e acaba morando longe do trabalho, da escola, do posto de saúde. A casa tá lá, mas a vida tá difícil. O dinheiro tá bom, mas o plano tem que ser completo. Casa não é só quatro parede e telhado. É vizinhança, transporte, segurança. Pensa nisso antes de assinar.
EU NÃO ACHO QUE ISSO VAI DAR CERTO 😭💸 A GENTE JÁ VIU ISSO ANTES E TUDO VIRA DESASTRE! A CAIXA NÃO SABE GERENCIAR NADA, E O GOVERNO NÃO TEM ESTRUTURA PRA ACOMPANHAR! E O QUE ACONTECE COM AS PESSOAS QUE NÃO TÊM CPF? E SE A TAXA SUBIR? E SE O EMPREGO ACABAR? A GENTE VAI VIRAR INADIMPLENTE DE NOVO?! E NÃO ME FALE DE SAC, EU JÁ PAGUEI 5 ANOS DE SAC E FIQUEI COM A CABEÇA NA TORNEIRA 😩💔 #CAIXAFAZERRO #HABITAÇÃOÉSONHO
Essa notícia me deu um alívio. Eu moro em São Paulo, trabalho como motorista de app, e há dois anos tô tentando juntar uma entrada pra um apartamento de R$ 1,4 mi. Com o teto de R$ 2,25 mi e 80% no SAC, eu consigo sonhar de novo. Não é só sobre dinheiro - é sobre ter um lugar pra chamar de seu, sem medo de ser despejado. E o melhor: a Caixa tá pensando em quem não tem conta bancária. Isso é humano. Se der certo, isso aqui vai mudar a vida de milhares. Não é só política. É esperança. E esperança, no Brasil, é rara. Vale a pena lutar por isso.
MAIS UMA PROMESSA QUE VAI VIRAR FICÇÃO! EU JÁ VI ISSO TUDO ANTES E ACABOU COM A MINHA FAMÍLIA! MEU PAI COMProu UMA CASA COM 70% E A TAXA SUBIU PRA 15% E ELE PERDEU TUDO! AGORA VÃO FAZER COM 80%?! QUEM VAI GARANTIR QUE NÃO VAI DAR TUDO ERRADO DE NOVO?! EU NÃO QUERO MAIS NENHUMA PROMESSA! SÓ QUERO QUE ME DEIXEM EM PAZ! 😭🏠 #CAIXAFAZERRO #HABITAÇÃOÉUMAARMADILHA
Eu tô aqui só pra dizer: se você tá pensando em usar isso, não se apresse. Vá até uma agência da Caixa, fale com um atendente, peça pra explicar o SAC e o Price na sua realidade. Pergunta: qual é o seu salário? Quanto você consegue pagar por mês? E se perder o emprego? E se a inflação subir? Essa política é boa, mas só funciona se você entender o que tá assinando. Não deixe que ninguém te pressione. Você merece um lar, mas também merece entender o preço disso. Eu te ajudo se quiser. Só me chama.
Essa mudança no SAC faz todo sentido. O Price é bom pra quem quer previsibilidade, mas o SAC é justo. Menos juros no total, menos pressão no longo prazo. O que me preocupa é a qualidade dos imóveis. Se o governo quer 80 mil unidades por ano, precisa garantir que elas sejam seguras, bem construídas, com saneamento. Caso contrário, vamos ter um novo problema: casas prontas, mas sem condições de moradia. A Caixa tem que trabalhar com os municípios, não só com as construtoras. É isso que vai fazer a diferença.