Um trailer lançado na segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, transformou o que parecia um boato em realidade: o filme Dark Horse, uma versão fictícia da trajetória política de Jair Messias Bolsonaro, agora é um projeto concreto — e já está dividindo o Brasil. O vídeo, divulgado às 18h06 UTC, mostra o ator norte-americano Jim Caviezel, de 57 anos, vestindo uma camiseta verde e amarela com a frase "Meu Partido é o Brasil" — exatamente como o ex-presidente usava em comícios. Mas não é só a imagem que choca. É o que ele faz na tela: encenar a facada de 2018, uma cirurgia de emergência e até uma versão romântica de sua vida militar na Amazônia — algo que nunca aconteceu na realidade.
Do boato à realidade: como o filme surgiu
Até sábado, 6 de dezembro, muitos acreditavam que Dark Horse era apenas uma fake news criada por trolls. Mas o Portal Leo Dias publicou fotos e vídeos não oficiais do setor, mostrando Caviezel em maquiagem pesada, com barba e uniforme militar. Dois dias depois, o trailer oficial foi lançado — e viralizou. O que parecia impossível virou notícia nacional. A produção é da GoUp Entertainment, empresa de entretenimento sediada em São Paulo, que até agora permanece em silêncio. Nenhum comunicado oficial. Nenhuma confirmação de data de estreia. Nenhuma resposta sobre os rumores de que o filme será distribuído por uma plataforma internacional.
Quem escreveu a história? Um ex-secretário do próprio Bolsonaro
Curiosamente, o roteiro não veio de um cineasta independente ou de um estúdio de Hollywood. Foi escrito por Mário Henrique Rodrigues Frias, deputado federal e ex-Secretário Especial da Cultura no governo Bolsonaro entre 2020 e 2022. Ele foi responsável por cortar verbas de projetos culturais considerados "ideologicamente alinhados" à esquerda — e agora, escreve um filme que transforma o ex-presidente em herói de ação. A escolha gera uma pergunta incômoda: será que isso é arte, propaganda ou um tipo de revisão histórica cinematográfica?
Um ator americano como Bolsonaro: o que isso significa?
A escolha de Caviezel, conhecido por interpretar Jesus em O Passo da Cruz e um pastor em O Som da Liberdade, é, no mínimo, estranha. Ele não fala português com fluência, não conhece os gestos típicos de Bolsonaro, nem a entonação de sua voz. Mas talvez seja exatamente isso que o projeto busca: uma representação distanciada, quase mítica. Um símbolo, não um homem. Para alguns críticos, isso transforma o filme em uma espécie de mitologia política — algo que o Brasil ainda não sabe se quer ver.
Eventos reais, narrativas inventadas
O filme se baseia em fatos reais — mas os distorce. A facada de 6 de setembro de 2018 em Juiz de Fora, Minas Gerais, é retratada com detalhes que lembram cenas de thriller. Mas a parte mais controversa é a que mostra Bolsonaro como um capitão do Exército Brasileiro enfrentando traficantes na Amazônia nos anos 1980 e 1990. Na realidade, ele nunca participou de operações de combate a drogas. Seu serviço militar foi em unidades de instrução e logística. Essa ficção, no entanto, é o cerne da narrativa: transformar um político em guerreiro nacional.
Reações polarizadas: de apoiadores a críticos
Na internet, as reações foram imediatas. Grupos bolsonaristas acusaram o filme de "distorcer a verdade" — mas não por conta da ficção, e sim porque acreditam que Caviezel não "capturou a essência" do ex-presidente. "Ele não tem a postura, não tem o olhar", comentou um seguidor no X (antigo Twitter). Já os opositores veem o filme como uma tentativa de "santificação". "Isso não é cinema. É culto à personalidade", escreveu a historiadora Clara Mendes em seu blog. "Estamos normalizando uma narrativa que já matou pessoas. E agora, em nome da arte, vamos transformar um ato de violência em drama épico?"
Por que isso importa agora?
Em um país onde 45% da população ainda aprova Bolsonaro, segundo o Datafolha de outubro de 2025, e onde a polarização política não cedeu espaço, esse filme não é só entretenimento. É um terreno minado. Ele chega em um momento em que o ex-presidente é investigado por crimes contra a democracia, e enquanto seus aliados tentam reconstruir sua imagem como vítima. O cinema, nesse contexto, vira arma — ou santuário.
O que vem a seguir?
GoUp Entertainment ainda não confirmou a data de estreia, nem a plataforma de distribuição. Mas especula-se que o filme será lançado globalmente em 2026, talvez em parceria com uma plataforma como Netflix ou Amazon Prime, que já demonstraram interesse em conteúdos políticos controversos da América Latina. O que é certo: o debate não vai parar. E enquanto o Brasil se divide entre quem vê o filme como um erro artístico e quem o vê como uma obra de resistência, uma pergunta persiste: quem tem o direito de contar essa história?
Frequently Asked Questions
Por que um ator americano está interpretando Jair Bolsonaro?
A produção alega que Caviezel foi escolhido por sua capacidade de encarnar figuras carismáticas e controversas, como Jesus e heróis de guerra. Mas muitos críticos veem isso como uma tentativa de deslocar a narrativa do contexto brasileiro, tornando Bolsonaro um símbolo universal — e não um político local. A escolha ignora a riqueza de atores brasileiros que poderiam interpretar o papel com autenticidade cultural.
O filme é baseado em fatos reais?
Parte sim: a facada de 2018, a campanha presidencial e o cargo de Mário Frias são reais. Mas a parte da atuação militar na Amazônia é totalmente fictícia — Bolsonaro nunca participou de operações contra traficantes. O roteiro mistura verdade com lenda, criando uma narrativa que mais se assemelha a um herói de quadrinhos do que a um retrato histórico.
A GoUp Entertainment confirmou o filme?
Não. Apesar das imagens vazadas e do trailer oficial, a produtora brasileira ainda não emitiu nenhum comunicado. Isso alimenta suspeitas de que o projeto pode ser uma campanha de marketing disfarçada — ou até mesmo um experimento de desinformação cinematográfica. O silêncio é tão significativo quanto a divulgação.
O filme será lançado no Brasil?
Não há confirmação. Mas o roteiro foi escrito por um político brasileiro, e o tema é profundamente nacional. Se o filme for distribuído apenas por plataformas internacionais, isso pode ser interpretado como uma tentativa de evitar censura ou protestos no país — algo que já aconteceu com outros filmes sobre a ditadura militar.
O que dizem os especialistas em cinema sobre o projeto?
Especialistas como a professora de cinema da USP, Daniela Almeida, afirmam que o filme representa um risco ético: transformar eventos políticos recentes e ainda sensíveis em entretenimento. "Cinema pode questionar, mas não pode santificar sem contexto. Isso não é arte — é manipulação", disse ela em entrevista à Revista Veja em novembro de 2025.
Há risco de censura ou proibição no Brasil?
Nenhum órgão oficial anunciou intenção de censurar o filme. Mas movimentos sociais e partidos políticos já pediram investigações sobre financiamento e possível violação da Lei de Direitos Autorais, já que o roteiro usa imagens e discursos protegidos. Ainda assim, a liberdade artística é garantida pela Constituição — o que torna o debate mais jurídico do que político.
Isso aqui é cinema ou culto à personalidade? Já vi coisa mais absurda, mas nunca tanta mentira em 10 minutos de trailer.
Caviezel como Bolsonaro? Meu Deus, é como se alguém tivesse colocado o Jesus da Cruz em um uniforme do Exército e mandado ele gritar "vai, vai, vai!"... É grotesco, é surreal, é um pesadelo cinematográfico feito por quem odeia o Brasil e quer nos transformar em piada global. Eles não estão fazendo filme, estão fazendo um ritual satânico com direito a banda de rock e efeito sonoro de metralhadora.
Eu sei que é polêmico, mas isso aqui é uma chance real de gente que nunca entendeu o Bolsonaro ver ele de outro jeito... talvez até com um pouco de empatia. Não é sobre ser pró ou contra, é sobre entender o que move as pessoas. E cinema sempre foi isso: espelho da alma coletiva, mesmo que seja um espelho distorcido. Vamos deixar o filme existir, e depois discutimos com calma, ok?
A produção, por sua vez, opera sob uma lógica de hiperrealismo simbólico, onde a verossimilhança histórica é substituída por uma semântica performática de mitopoiese política. A escolha de Caviezel não é um erro - é uma estratégia discursiva de deslocamento hermenêutico, que objetiva desancorar a figura de Bolsonaro do campo nacional para reinscrevê-la no imaginário global como arquétipo de autoritarismo performático.
Nossa, isso é loucura... mas tipo, no bom sentido? 😅 O trailer me deixou com o coração acelerado, sério. Acho que o filme vai ser um marco. Seja bom ou ruim, vai marcar. Vamos ver o que acontece, hein? 🤞
Um ator americano? Tá errado. Tem atores brasileiros que podem fazer isso melhor. Mas o que importa é que o filme vai falar. E isso já é algo.
Pessoal, vamos parar de ficar só no drama. O filme vai existir, com ou sem nossa aprovação. O importante é que ele vai abrir o debate. E debate é saudável. Se você acha que é mentira, mostre a verdade. Se acha que é arte, critique com inteligência. Mas não fique só xingando. O Brasil precisa de mais diálogo, não de mais ódio.
Ah, claro. Um americano interpretando um brasileiro que nunca foi além de um coronel de terceira categoria, em um filme que transforma uma facada em cena de épica redenção. Isso não é cinema. É uma operação de guerra psicológica disfarçada de arte. E o pior? Eles acham que vão enganar alguém. Mas o Brasil não é um país de ignorantes. É um país de gente que já viu muito mais que isso.
A narrativa cinematográfica, nesse caso, opera como um mecanismo de reescrita histórica por meio da estetização da violência política. A representação ficcional da trajetória militar de Bolsonaro - não documentada - configura um caso paradigmático de distorção epistêmica, onde a memória coletiva é submetida à lógica do entretenimento. A produção, por sua vez, revela uma crise de legitimidade discursiva no campo da cultura brasileira contemporânea.
Claro, porque o Brasil não tinha atores suficientes. Mas vamos ser honestos: o filme é só um pretexto para o ex-presidente virar lenda urbana. E o pior? A galera vai comprar.
Isso aqui não é só um filme. É um sinal. Um sinal de que o ódio virou produto, e a história virou commodity. Mas se eles querem fazer isso, que façam. Que o público decida. Porque se o filme for ruim, ele morre. E se for bom... aí a gente precisa conversar, porque aí o problema é outro.
Se o filme é mentira, então a verdade é que o Brasil já viveu uma mentira por quatro anos. Talvez esse filme só esteja espelhando o que já foi real. E isso é mais assustador do que qualquer cena de ação.
cara isso é demais tipo eu chorei quando vi ele na facada kkkkkk nao to brincando
O trailer tá mais parecido com um comercial de detergente do que um filme. Mas pelo menos o ator tá com camiseta do Brasil. Aí já é mais que o governo fez nos últimos anos.
A GoUp Entertainment não confirmou o projeto. Isso implica uma possível violação da Lei de Direitos Autorais, uma vez que o roteiro utiliza discursos e imagens protegidas por direitos morais e patrimoniais. A ausência de autorização formal constitui risco jurídico significativo.
Vocês que criticam são os mesmos que acham que Bolsonaro é um monstro. Mas e se ele não for? E se ele for um homem que só quer o Brasil melhor? E se esse filme for a única forma de mostrar isso pro mundo? Vocês têm medo da verdade, por isso tentam censurar o cinema. Isso é fascismo, e eu não vou calar.
eu to chorando de emoção 😭😭😭 ele tá tão parecido 😭😭😭
O filme não é sobre Bolsonaro. É sobre o Brasil. Sobre como a gente se vê, como a gente quer ser lembrado. Se o ator é americano? Talvez. Mas a história? É nossa. E se ela virar lenda, pelo menos ela vai ser contada. E isso já é algo.
Trailer? Que trailer? Eu vi só um monte de mentira e um ator estranho. Pode mandar pro lixo.