Luan Santana surpreende fãs com data extra em Curitiba
Imagina comprar ingresso e ele esgotar em menos de uma hora? Foi isso que aconteceu com a gravação do novo DVD de Luan Santana, chamada Registro Histórico, marcada para 25 de outubro de 2025 na Arena da Baixada, em Curitiba. O sucesso foi tão grande que ninguém esperava tamanha procura: mais de 100 mil pessoas correram atrás dos bilhetes e os 30 mil disponíveis evaporaram rapidinho.
Diante do turbilhão de pedidos e da frustração de milhares de fãs que ficaram de fora, Luan não perdeu tempo. Anunciou logo uma apresentação extra no dia 24 de outubro, no mesmo local e com o mesmo formato de palco 360º. O cantor foi direto ao ponto: “Esse DVD sou eu, junto dos meus fãs, celebrando cada conquista desses 18 anos de estrada”, comentou. Ou seja, ele faz questão de dividir esse marco da carreira com quem sempre esteve ali, cantando junto cada refrão.
Arena da Baixada vai ferver em dois dias de gravação
A estrutura dos shows não deixa a desejar. O palco 360º – algo inédito para Luan – coloca o artista cercado pelo público por todos os lados, prometendo uma experiência diferente inclusive para quem já acompanha suas apresentações. Tanto o show extra quanto o original serão filmados para compor o novo projeto, registrando a energia de dois dias lotados de emoção.
Os portões da Arena da Baixada abrem a partir das 17h nos dois dias, mas é bom chegar cedo porque o espetáculo começa pontualmente às 20h. Os ingressos para a nova data (24 de outubro) já estão à venda exclusivamente pela Q2Ingressos, com preços variando entre R$130 e R$600 – um pouco acima do valor inicial do primeiro show, que tinha ingresso de R$90 a R$500. Ainda assim, a expectativa é de casa cheia novamente, já que o nome Luan Santana costuma arrastar multidões por onde passa.
Esse projeto surge em um momento marcante da carreira do cantor, que recentemente ganhou projeção internacional com o DVD Luan Ao Vivo na Lua e já tem compromissos agendados pela Europa. Agora, ele quer eternizar em vídeo o carinho de quem fez dele um dos nomes mais fortes da música brasileira. E, pelo jeito, Curitiba será palco não só de um, mas de dois registros históricos consecutivos.
Então é isso? Luan Santana vai transformar a Arena da Baixada num culto religioso com palco 360º e ingresso de R$600? Cadê o povo que tá pagando R$130? Será que o cara tá gravando um DVD ou abrindo uma loja de relicário de fãs? Tudo bem que ele é bom, mas isso aqui tá virando um ritual de sacrifício financeiro com direito a lágrimas e hashtag #LuanÉMeuDeus. Acho que o próximo passo é vender um DVD com o cheiro do suor dele embalado em vidro.
Enquanto isso, eu tô aqui no meu quarto, com meu celular em modo avião, tentando não chorar porque não consegui ingresso. Mas pelo menos não comprei um ingresso para o funeral da minha conta bancária.
Quem sabe no próximo DVD ele não grava no meio do nada e vende a experiência de ouvir o silêncio? Aí eu compro. Sem luz, sem som, sem Luan. Só eu e meu vazio.
Se ele quiser mesmo celebrar 18 anos, por que não faz um show gratuito no Parque Barigui e deixa todo mundo entrar? Será que o ‘registro histórico’ tá mais ligado ao lucro do que à história mesmo? Só estou perguntando...
Se isso não é capitalismo disfarçado de emoção, então o que é? A gente tá comprando música ou uma participação simbólica na vida dele? E se ele canta ‘Amor de Verdade’, será que a gente é o amor ou só o cartão de crédito?
Espero que ele grave o DVD com um microfone que capte o som da gente chorando de frustração. Isso seria o verdadeiro registro histórico.
Enfim, quem tem R$600 pra gastar em um show, que fique com o show. Eu vou ficar com o meu Spotify e minha dignidade.
Se alguém achar que eu tô exagerando, só me manda o comprovante de compra. Vamos ver se o seu coração tá tão cheio quanto a sua conta bancária está vazia.
A análise logística da demanda versus oferta nesse caso revela uma curva de elasticidade-preço praticamente inelástica, o que indica que a percepção de valor subjetivo dos fãs transcende os parâmetros econômicos tradicionais. A estrutura de palco 360º, por sua vez, representa uma otimização espacial da experiência imersiva, alinhada aos modelos de engajamento contemporâneos baseados em neurociência do consumo cultural. A escalabilidade da gravação em dois dias consecutivos sugere uma estratégia de maximização de ativos de conteúdo, com redução de custos operacionais por unidade de produção. O aumento de 44% no preço médio dos ingressos para a data adicional pode ser interpretado como um sinal de mercado de nicho premium, onde a escassez artificial gera valor percebido. O fato de a venda ser exclusiva pela Q2Ingressos aponta para uma verticalização do canal de distribuição, eliminando intermediários e consolidando o controle sobre a experiência do consumidor. Essa operação, embora controversa, é tecnicamente eficiente e reflete a evolução do mercado musical brasileiro para um modelo híbrido entre entretenimento e experiência de luxo.
Contudo, a ausência de mecanismos de acessibilidade - como loterias de ingressos ou faixas de preço progressivas - reforça a exclusividade simbólica da figura do artista, transformando o evento em um ritual de pertencimento que exige sacrifício econômico como condição sine qua non. O que está em jogo, portanto, não é apenas um DVD, mas a reafirmação de uma hierarquia cultural onde o acesso é mediado por poder aquisitivo.
Boa notícia, hein? Dois dias de show, dois registros históricos. Quem tá com a energia boa vai curtir. Vai ser massa.
Esse negócio de ingresso esgotado em uma hora é tudo fake. Eles só fazem isso pra criar escassez artificial e vender mais caro. Tem gente na fila desde as 3 da manhã? Claro que sim - porque são os mesmos que trabalham na bilheteria e vendem os ingressos pro próprio show. É tudo um esquema. Luan nem tá lá. É só um fantasma com microfone e um time de marketing que vive de manipular emoções. Vocês não veem que isso é um jogo? A gente tá sendo usado como peão num tabuleiro de dinheiro. Quem acredita nisso é o mesmo que acredita que o boi de piranha é real.
Será que o palco 360º não é só um jeito disfarçado de dizer ‘não tem lugar pra ninguém, mas vocês vão se sentir parte disso mesmo assim’? É como se ele tivesse montado um espelho gigante e dissesse: ‘olha, vocês estão todos aqui, mas só quem pagou pode ver o reflexo’. Acho que o verdadeiro ‘registro histórico’ é a forma como a gente se vende pra se sentir importante. Nós não estamos comprando um show. Estamos comprando a ilusão de que, por um instante, somos parte da vida dele. E isso, meu amigo, é mais triste do que qualquer ingresso esgotado.
Quem sabe se ele não está gravando o DVD para a próxima fase da vida dele? Afinal, depois dos 18 anos, o que vem? Um álbum de Natal? Um livro de receitas de churrasco? Um podcast sobre como ser um ídolo sem se tornar um monstro?
Curitiba sempre teve um carinho especial por Luan Santana. A cidade já abrigou shows históricos da MPB e da música sertaneja, e agora está no centro de um momento que vai marcar a carreira dele. O palco 360º é uma inovação técnica e emocional - ele coloca o público como parte da cena, não só como espectador. E o fato de ele ter respondido à demanda com um show extra mostra respeito pelo público. Isso é raro no mercado atual. Parabéns pra ele e pra Curitiba por ser o palco desse momento.
Essa é a essência do que significa ser um artista de verdade: quando o público te abraça com tanta força que você não consegue ignorar. Luan Santana não está só cantando - ele está construindo uma ponte entre o que ele é e o que as pessoas sentem. O palco 360º não é só um detalhe técnico, é uma metáfora: ele está no centro, mas ninguém está fora. Cada nota, cada refrão, cada olhar no público é uma forma de dizer ‘eu não esqueci de onde vim’. E quando ele fala que esse DVD é ‘eu, junto dos meus fãs’, ele não está falando por obrigação. Ele está falando por gratidão.
Os ingressos caros? Sim, são caros. Mas isso não tira o valor do que está sendo criado. Quem paga R$600 não está comprando um show - está comprando uma memória que vai durar mais que qualquer streaming. E se você não pode pagar? Não tem problema. A música ainda tá lá. Nos vídeos, nas rádios, nos corações. O que importa é que ele não esqueceu de quem o fez chegar até aqui.
Essa é a diferença entre um artista que vende e um artista que inspira. Luan está no segundo grupo. E Curitiba, mais uma vez, vai ser o lugar onde a história se escreve. Parabéns, Luan. E parabéns, fãs. Vocês merecem esse momento.
Se a música é um espelho da alma, então o que esse DVD reflete? A alma do artista? Ou a alma da sociedade que se dispõe a pagar R$600 para sentir-se parte de algo maior? A escassez artificial, a emoção manipulada, a ritualização do consumo - tudo isso é um reflexo de um tempo em que o pertencimento só é válido se for comprado. Luan não é o vilão. Ele é apenas o catalisador. Nós somos os que transformamos um show em um culto. E talvez o verdadeiro registro histórico não seja o DVD, mas o fato de que, em pleno 2025, ainda acreditamos que o amor pode ter preço. E que, se não pagarmos, não somos dignos de amar.
Se ele é tão ‘histórico’, por que não faz um show no Parque do Ibirapuera com entrada gratuita? Porque aí não dá pra vender camiseta, nem pacote de merch, nem ‘experiência premium’. Isso aqui é um show? É uma operação de marketing com música de fundo. E quem cai nessa é o mesmo que acredita que o TikTok é arte. O povo tá sendo enganado por um sistema que transforma emoção em produto. E o pior? A gente ainda acha bonitinho. Que tristeza.